BLOG

Vamos cuidar das crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social!

Vamos cuidar das crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social!

A pesquisa Nacional por amostra de domicílios (PNAD) apontou que em 2015, 21% da população brasileira era constituída por crianças e adolescentes até 14 anos de idade (IBGE, 2016). Esta pesquisa mostrou também que no Brasil, em 2015, 18,0% das crianças e adolescentes de 5 a 14 anos residiam em domicílios cujo rendimento mensal per capita era de até ¼ do salário mínimo (IBGE, 2016). A pobreza e outros determinantes sociais de saúde como baixa escolaridade parental, violência, entre outros, são reconhecidamente fatores de impacto negativo sobre o crescimento e desenvolvimento de crianças e adolescentes, podendo gerar alterações estruturais e funcionais no sistema nervoso central que vão repercurtir sobre a saúde, a qualidade de vida, independência e autonomia de sujeitos e sociedade (Neves et al, 2016; Noble et al 2015; Walker et al 2011).
Os direitos da população nesta faixa etária são garantidos pelo estatuto da criança e do adolescente que tem como prioritária a:
“proteção integral à criança e ao adolescente, sem qualquer discriminação, antecipando que lhe sejam garantidas todas as oportunidades e facilidades que proporcionem o desenvolvimento físico, mental, moral, espiritual e social, em condições de liberdade e de dignidade” (ECA Lei n. 8.069, de 13.07.1990).
Além disto, o Brasil, por meio de políticas e programas específicos como, a Política de Saúde da Criança, os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, do Pacto de Redução da Mortalidade Materna e Neonatal, do Pacto pela Saúde e com o Programa Mais Saúde, entre outros, mantém o compromisso em desenvolver ações de promoção, proteção e recuperação da saúde neste ciclo da vida.
O processo saúde-adoecimento e o cuidado da criança e do adolescente com foco nos fatores de risco e determinantes sociais de saúde à luz das políticas públicas definidas pelo Ministério da Saúde, deve ser objeto de atuação não apenas do poder público, mas da família, da comunidade, da sociedade, incluindo-se as Organizações Civis. Todos estes atores devem buscar o desenvolvimento de propostas teóricas e práticas que apoiem a elaboração de planos de enfrentamento dos determinantes sociais de saúde, prestando cuidado humanizado e integral para este púbico.
Vamos fazer a nossa parte?
Por Rayla Amaral Lemos
Voluntária IH

Referências:
IBGE. Pesquisa nacional por amostra de domicílios: síntese de indicadores 2015 / IBGE, Coordenação de Trabalho e Rendimento. – Rio de Janeiro: IBGE, 2016. [Online] Disponível em: http://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv98887.pdf>. Acesso em: 13 mar. 2017.
NEVES, K. R. Crescimento e desenvolvimento e seus determinantes ambientais e biológicos. Jornal de Pediatria, 92(3):241-250, 2016.
NOBLE, K. G. et al. Family income, parental education and brain structure in children and adolescents. Nature Neuroscience, 18(5):773-778, 2015.
WALKER, S. P. et al. Inequality in early childhood: risk and protective factors for early child development. Lancet, 378:1325-38, 2011.

Deixe seu comentário