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Tempo para fazer o bem

Tempo para fazer o bem

Autor: Renato Lopes

Vivemos um momento da vida em sociedade em que existe uma permanente sensação de não ter tempo. A rapidez da comunicação e da informática induz as pessoas a buscarem esta rapidez em outros âmbitos da vida.
Existe uma pressa e desejo por fazer muitas coisas simultaneamente. Diante disso, vivemos uma permanente sensação de que o dia é pequeno e de que nunca temos tempo. A frase que mais ouvi, nos últimos anos, de quem buscava sensibilizar para o bem, foi: “Não tenho tempo”. Na pesquisa do DataFolha sobre o voluntariado 49% dos entrevistados que deixaram o voluntariado apresentaram como motivo a falta de tempo.
A capacidade de negociar com seu tempo é o que faz uma pessoa voluntária
Todas as pessoas possuem a mesma quantidade de horas por dia. O que elas decidem fazer com este tempo é que define que tipo de impacto que cada um tem no mundo. A questão central sobre o tempo passa pela necessidade e pela opção. É fato que encontramos tempo para aquilo que amamos. Se amamos de fato uma coisa, ela se torna uma prioridade e nossas 24 horas são divididas entre estas prioridades. Para o que é prioridade haverá tempo.
Sempre encontramos tempo para aquilo que é essencial para nós.
Os grandes homens e mulheres do bem tiveram a capacidade de ter tempo. Ter a capacidade de ter tempo é o passo central para fazer o bem. Isso significa colocar a promoção bem como uma prioridade. Sempre teremos muitos motivos exigindo nosso tempo: família, estudo, oportunidade de trabalho e estudo, saúde, etc. Os desafios e demandas só nos convencem a abandonar aquilo que não é uma prioridade.
É preciso ter a capacidade de ter tempo para assumir o voluntariado de forma duradoura.
O tempo é um dos bens mais preciosos que temos, tanto que costuma ser mais fácil as pessoas doarem dinheiro do que tempo para o próximo.
O tempo é muito mais valioso que dinheiro.
Pergunte a um filho se ele quer o tempo ou o dinheiro de seu pai e entenderá o que vale mais. Doar o tempo para uma pessoa é algo muito significativo, pois isso indica que entregamos a ela um pouco de nossa vida. Quando efetivamente doamos nosso tempo a ela, estamos entregando o que temos de mais precioso.

Ajudar é gastar tempo com as pessoas. Quem busca economizar tempo, tentando ajudar “rapidinho”, acaba não conseguindo colher frutos significativos e duradouros em processos de ajuda.
A parábola do samaritano (Lc 10,30-37) é muito significativa para este tema, pois ela nos mostra que o Samaritano gastou tempo cuidando do homem caído, colocando-o em sua montaria e seguindo a pé, negociando com a hospedaria, etc . A parábola aponta que é preciso ser capaz de atrasar a viagem, se desejamos ajudar.
Ser capaz de atrasar as viagens da vida é central para se envolver em processos de ajuda.
O mundo precisa de pessoas que sejam generosas com seu tempo.

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